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Meu depoimento sobre a leitura e escrita.
(Claudinei Araujo Balbino)
O meu primeiro contato com a leitura e escrita foi com 5 para 6 anos que comecei a desenhar as letras de tudo que eu via. Me lembro que minha mãe ficou encantada com uma escrita de um saco de adubo que transcreví em um papel, onde ela tentou matricular eu apenas com 6 anos na escola, mas a legislação não o autorizava. Comecei a ir para a escola aos 7 anos em uma escola rural, onde eu caminhava 2 quilometros na ida e mais 2 na volta. Tive uma professora maravilhosa a dona Vanilda que encentivava e valorisava todos os alunos na escrita e na leitura com a cartilha Caminho Suave. Já na 2º e 4º série tive um broqueio nos estudos pelas professoras que tive. Na 2º a minha professora puxava as minhas orelhas, que parei no hospital, por rasgar a pele e inframar. Na 4º série a minha professora me batia com uma régua grande de madeira com a quina em minha cabeça, levantando galo. Tudo isso pelo motivo de dicção na leitura. Quando era minha vez de ler eu já travava pelos constrangimentos que passei e que me doia muito por dentro. Já no ensino fundamental II, tive professores maravilhosos tanto na matemática a qual me espelhei, como em lingua portuguesa. Me lembro de uma professora de lingua portuguesa , por nome Maria Isabel a qual me incentivou e abriu as portas para a leitura. Pois lia um livro por mês e fazia os resumos e tínhamos os seminários em sala. Lí quase todos os livros da coleção Vaga Lume. Uns dos livros que me marcou muito na época, foi de Graciliano Ramos, Vidas Secas. Hoje gosto de ler e me aperfeiçoar onde já tenho duas pós graduação e vários cursos de formação. " É lendo que nos tornamos leitores e não aprendendo primeiro para poder ler depois: não é legítima instaurar uma defasagem nem no tempo, nem na natureza da atividade entre “aprender a ler” e “ler”... não se ensina a ler com a nossa ajuda... a ajuda lhe vem do confronto com as proporções dos colegas com quem está trabalhando, porém é ela quem desempenha a parte inicial de seu aprendizado" (Jolibert, 1994, p.14).